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E-COMMERCE BRASILEIRO TRANSACIONOU US$ 114 BILHÕES EM 2006


O comércio eletrônico entre empresas e consumidores movimentou 114 bilhões de dólares em 2006, um crescimento de 82% em relação a 2005, quando o segmento transacionou 63 bilhões de dólares, tendo apresentado uma alta de 92% sobre 2005.

A informação faz parte da 9ª Pesquisa da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro, divulgada nesta segunda-feira (04/06).

A pesquisa realizada com 402 empresas nacionais e multinacionais, sendo 42% de grande porte, 32% de médio e 26% de pequeno porte, mostra que o valor transacionado entre empresas (B2B) representou 36,45% do valor do mercado total e 12,71% entre empresas e consumidores.

Na avaliação do Professor Alberto Luiz Albertin, coordenador do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (CIA), da FGV e coordenador da pesquisa, o comércio eletrônico brasileiro caminha para a estabilidade.

Segundo Albertin, as somas transacionadas no segmento corporativo apresentaram uma alta de 80% enquanto o de consumo teve um crescimento de 70%. "No ano passado o crescimento foi de 100%. Este é um patamar difícil de se manter", observa.

Acompanhando o crescimento de apenas 4% nos gastos e investimentos de todo o setor em Tecnologia da Informação no País, em média, as empresas ampliaram em 9% os gastos com e-commerce no ano passado (1,11% da receita líquida), sendo 0,34% no setor de Indústria, 1,04% no Comércio e 1,58% no segmento de Serviços, informa a pesquisa.

A amostra engloba companhias nacionais e multinacionais sendo 40% do setor de Serviços, que inclui instituições financeiras, 35% da Indústria e 25% de Comércio. O setor industrial apresenta o maior nível de utilização do e-commerce (37% em B2B e 13,5% em B2C), seguido pelo Comércio (36,2% em B2B e 12,4% em B2C) e pelo setor de Serviços (34,2% em B2B e 11,9% em B2C).

Relacionamento com clientes, privacidade e segurança e alinhamento estratégico se mantém entre os pontos prioritários das empresas que atuam no comércio eletrônico. pela primeira vez, entretanto, o aspecto de relacionamento com clientes superou o de privacidade e segurança entre os participantes da pesquisa.

Fonte: IDG Now!

PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS TAMBÉM SABEM INOVAR


Não são somente as empresas de grande porte que se dedicam a atividades inovativas. As pequenas e médias também fazem isso - e com bons resultados. Estudo realizado pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), em um universo de 96 empresas de pequeno e médio porte, mostra que 40% delas desenvolveram novos produtos nos últimos três anos.

Esse estudo será apresentado na VII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, a ser realizada em Salvador, Bahia, de 4 a 6 de junho. Ele foi elaborado pelo comitê temático da Anpei sobre Inovação nas Pequenas e Médias Empresas, que se dedicou ao tema nos últimos dez meses.

Inovação nas pequenas e médias empresas

Para Martín Izarra, um dos integrantes do comitê, as pequenas e médias empresas (PMEs) têm grandes condições de inovar porque, na maioria dos casos, elas enfrentam o desafio natural do crescimento e do desenvolvimento de suas potencialidades. "Além disso, observamos que o proprietário participa em mais de 95% das atividades da empresa, o que gera um ambiente de alta motivação para a inovação", explica ele.

Outro dado relevante, destacado por Izarra, foi a constatação de que 40% das 96 empresas entrevistadas desenvolveram algum produto novo nos últimos três anos. "Com isso, podemos dizer que são as PMEs que estão indo na frente em termos de inovação".

Apesar dessas virtudes, as MPEs enfrentam algumas dificuldades para inovar. Entre elas, a escassez de recursos financeiros, o reduzido envolvimento dos parceiros tecnológicos, a burocracia e a falta de pessoal capacitado. "Além disso, 47% das PMEs altamente inovadoras desconhecem os incentivos à inovação, o que parece inacreditável", diz Izarra.

Dificuldades para inovar

O diretor executivo da Anpei, Olívio Ávila, cita outra dificuldade enfrentada pelas PMEs para inovar. "O sistema brasileiro de apoio à inovação foi desenhado mais para apoiar as grandes companhias", diz. Ele tem a expectativa, no entanto, de que a partir deste ano a situação possa mudar. "Mais recursos estão sendo colocados à disposição das PMEs", explica Ávila. "Um exemplo é a Lei Geral das micro e pequenas empresas, que determina que elas recebam 20% de tudo o que for destinado pelo setor público para ciência, tecnologia e inovação."

Quanto às razões para investir em inovação, Izarra diz que para 95% das PMEs entrevistadas pelo comitê, a inovação é a principal ferramenta para expandir e aproveitar as oportunidades do mercado. "Mas os concorrentes e os clientes são os outros fortes motivadores, transformando a inovação numa corrida", acrescenta. "Quem não investe perde competitividade e oportunidades." Para Olívio Ávila, uma outra boa razão para as PMEs inovar é fato de estar provado que as empresas que fazem isso se posicionam melhor no mercado. "Elas têm maior produtividade e crescem mais do que as que não inovam", diz.

Além do estudo sobre inovação nas PMEs, na VII Conferência Anpei haverá a palestra "Inovação na média empresa", a ser proferida por Wolney Betiol, vice-presidente corporativo da Bematech, fábrica de equipamentos de automação de Curitiba, PR, que se destaca pela sua capacidade inovadora.

Fonte: Inovação Tecnológica

 


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